Secretários de Meio Ambiente de 9 estados se reúnem em MT para discutir o combate ao desmatamento


fonte:G1

Os secretários de Meio Ambiente dos nove estados que compõem a Amazônia Legal devem chegar em Cuiabá nessa quarta-feira (11) para discutir estratégias de enfrentamento ao desmatamento ilegal e incêndios florestais.

De acordo com o governo, além da secretária de Meio Ambiente de Mato Grosso, Mauren Lazzaretti, estarão presentes os secretários do Acre, Maranhão, Rondônia, Amapá, Roraima, Amazonas, Pará e Tocantins. O presidente da Associação Brasileira de Entidades de Meio Ambiente (ABEMA) também deverá estar presente. O encontro faz parte da programação de reuniões técnicas da força-tarefa dos Governadores para o Clima e as Florestas (GCF Task Force).

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Estado com maior desmatamento

Dados do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) apontam que Mato Grosso foi o que mais desmatou em janeiro e fevereiro deste ano, se comparado aos nove estados que compõem a Amazônia Legal.

Apenas em fevereiro, 96 km² de floresta foram derrubados em solo mato-grossense, o que corresponde a 32% do total. O estado também registrou a maior alta na devastação em relação a fevereiro do ano passado, de 300%.

Nas áreas de Amazônia Legal, em Mato Grosso, cada propriedade deve preservar 80% do território com vegetação nativa, e nas áreas de Cerrado e de transição, 35%. O restante da área é passível de autorização para desmate.

Desmatamento foi ilegal

Dados do monitoramento por satélite da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema-MT) apontam que em quatro municípios de Mato Grosso mais de 90% do desmatamento foi ilegal, entre 1º de janeiro e 28 de março. São eles: Peixoto de Azevedo, com apenas 6% do desmatamento legal; Aripuanã, 7%; Colniza e Marcelândia, 8%.

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Em todo o estado, foi registrado 62% de desmatamento ilegal, o que resultou na destruição de mais de 44 mil hectares, segundo o levantamento via satélite.

De acordo com a Sema, apesar do alto índice, o desmate legal, com autorização do órgão ambiental e respeitando a legislação brasileira, aumentou em Mato Grosso nos últimos anos.


Em 2019, o índice estava em torno de 5%. Agora chega a 38%.

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