MT registrou 29 acidentes de trabalho por dia em 2021, diz MPT


fonte:G1

Mato Grosso registrou 29 acidentes de trabalho por dia no ano passado, conforme um levantamento realizado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) em parceria com a Organização Internacional do Trabalho (OIT). Os dados foram divulgados nessa quarta-feira (27).

De acordo com a pesquisa, o estado registrou um acidente com morte a cada três dias em 2021. No total, foram 10,6 mil acidentes no trabalho em Mato Grosso e 101 mortes.

Entre as cidades que notificaram mais acidentes estão:

  1. Cuiabá - 1.725 acidentes

  2. Rondonópolis - 769 acidentes

  3. Sinop - 713 acidentes acidentes

  4. Tangará da Serra - 550

  5. Várzea Grande - 514 acidentes


No ranking nacional dos estados que mais contabilizaram comunicações por acidentes de trabalho no ano passado, Mato Grosso ocupa a 11ª posição.

Em relação aos benefícios concedidos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o número chegou a 2,4 mil, o dobro em relação a 2020, quando foram registrados 1,2 mil pedidos aprovados.

Também foram concedidas 113 aposentadorias por invalidez, totalizando R$ 157,8 milhões em gastos com auxílio-acidente, pensão por morte por acidente de trabalho, aposentadoria por invalidez e auxílio-doença por acidente do trabalho.

Dentre os setores com mais notificações estão o de abate de gado, 10%; cultivo de soja, 8%; atividades de atendimento hospitalar, 5%; abate de suínos, aves e pequenos animais, 5% e administração pública em geral, 5%.

Em relação ao perfil das pessoas acidentadas, a maioria são homens da faixa etária entre 18 e 24 anos e de 25 e 29 anos. Foram 1.708 e 1.371 casos, respectivamente. As lesões mais frequentes são fraturas e corte e laceração.

Segundo o Ministério Público, para que as empresas forneçam equipamentos de proteção individual (EPIs), é preciso ter um estudo para saber se o material é adequado para cada tipo de trabalho.

Em Mato Grosso, dentre os grupos de agentes causadores mais frequentemente de acidentes de trabalho, 17% são de máquinas e equipamentos. Na sequência estão agentes biológicos, com 16% dos acidentes e veículo de transporte, com 12%.

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