Capivara que vagava pelas ruas de Cuiabá recebe ajuda de moradores


Fonte: G1

Uma capivara perdida pelas ruas do bairro CPA IV, em Cuiabá, causou preocupação a moradores neste sábado (27).

O animal apareceu na rua Arancuã por volta das 8h e precisou ser acolhida na garagem de uma residência para aguardar o resgate feito pelo Batalhão Ambiental que ocorreu por volta do meio dia. Bastante assustada, a capivara demonstrava nervosismo sempre que um automóvel passava por perto, e moradores se uniram para protegê-la de um possível atropelamento. Ao g1, Lucas de Oliveira Pereira, 21 anos, contou que o animal foi visto transitando pelas calçadas e parecia muito amedrontado. Foi então que populares decidiram atrair a capivara para uma residência até que o resgate chegasse. “A vizinha me chamou e disse que tinha uma capivara na frente da casa dela, perto de umas plantas. Ninguém sabe de onde ela veio, porque a Lagoa Encantada fica meio longe. Os carros passavam e ela ficava assustada. Os vizinhos quase todos saíram para tentar proteger ela, ajudando, e conseguimos colocar ela dentro da casa de uma vizinha. Ela estava bem quietinha, assustada”, disse.

O Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental capturou o animal e, após verificar boas condições de saúde, fez a soltura às margens do Rio Cuiabá, na região da Passagem da Conceição.

Na região Metropolitana é comum animais silvestres serem encontrados devido aos parques e córregos que cortam as cidades de Várzea Grande e Cuiabá. Recentemente, um jacaré foi capturado nas proximidades do Várzea Grande Shopping.

Parque das Águas, Parque Zé Bolo Flor, entorno da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e demais parques são habitados por capivaras, jacarés, macacos e demais espécies. A orientação à população é que sempre acione o Corpo de Bombeiros (193) ou o Batalhão Ambiental, caso perceba risco para os animais.

Capivaras: como são e onde vivem

A capivara é o maior roedor vegetariano do mundo, um animal adulto pode pesar 70 kg. Ela tem cabeça grande, orelhas pequenas e não possui cauda. O macho pode ser identificado por uma glândula sebácea, localizada no focinho.

A capivara se alimenta de capins e ervas comuns em várzeas e alagados. A espécie possui hábitos semiaquáticos e é excelente mergulhadora, tendo inclusive pés com pequenas membranas. Ela se reproduz na água e a usa como defesa, escondendo-se de seus predadores. Por isso, a capivara pode permanecer submersa por alguns minutos.

A capivara pasta à procura de alimento. Ela é tolerante à vida em ambientes alterados pelo homem. Com hábitos diurnos e noturnos, a capivara vive em grupos, normalmente com cerca de 20 indivíduos.

Em algumas regiões e até nas cidades, pela falta de predadores, muitos grupos se tornam maiores e as populações ficam fora de controle. Por outro lado, entre as décadas de 60 e 70, as capivaras foram muito caçadas, especialmente na região do Pantanal, quando a pele e o óleo delas eram comercializados para uso medicinal.




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