Aterros sanitários de Cuiabá e Várzea Grande não destinam o lixo conforme as leis ambientais


fonte:G1

Os aterros sanitários de Cuiabá e Várzea Grande, região metropolitana da capital, estão em desacordo com as leis ambientais, pois não seguem os requisitos necessários para a destinação do lixo. Somente em Cuiabá, cerca de 15 mil toneladas de resíduos são jogados no aterro a cada mês.

A Prefeitura de Cuiabá informou que está fazendo uma licitação para dobrar o investimento no aterro, que hoje é de R$ 500 mil por mês. “Vamos passar a investir R$ 1,2 milhão com segurança, aprimoramento da coleta seletiva e outras medidas. Isso vai fazer com que melhoremos o aterro sanitário”, afirmou o secretário de Serviços Urbanos de Cuiabá
, José Roberto Stopa. Na capital, o local para onde vai o lixo produzido na cidade é classificado como aterro controlado. O material é compactado e enterrado no padrão de um metro de terra para cada cinco metros de lixo.

No entanto, ainda falta tirar a licença ambiental, reforçar a segurança, além de realizar obras complementares de tratamento do chorume, que são subprodutos da decomposição do lixo.

Já o aterro de Várzea Grande, também classificado como aterro controlado, recebe cerca de 170 toneladas de lixo doméstico por mês. 
Os resíduos são despejados em uma área de 150 hectares. 
No local, o material é compactado e coberto com terra.

Apesar de o local possuir drenagem de gás e chorume, ainda falta a impermeabilização do solo para evitar a contaminação.

Além disso, a área não tem licença ambiental e conta com cerca de 110 catadores trabalhando, o que contraria as normas.

“A maior dificuldade que temos é o sol e a falta de água para beber”, disse o catador Michel Aurélio de Melo.

O secretário de Serviços Público de Várzea Grande, Breno Gomes, disse que a adequação do local às normas de um aterro sanitário deve acontecer ainda este ano.

“Vamos atender todas as recomendações do Ministério Público com a coleta seletiva e com a impermeabilização do solo. Nossa intenção não é prejudicar os catadores e tirá-los de lá, mas sim incorporá-los dentro da coleta seletiva”, explicou.


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