Artista de MT customiza escultura de onça-pintada para exposição internacional em Nova York


fonte:G1

Um artista plástico mato-grossense foi convidado a representar o estado em uma exposição internacional em Nova York que arrecada fundos para a conservação das onças-pintadas: a Jaguar Parade.

A Jaguar Parade é um movimento artístico com o propósito de arrecadar fundos e conscientizar as pessoas sobre a necessidade urgente de conservar a onça-pintada e seu habitat, através de uma exposição com dezenas de esculturas de onças customizadas por talentosos artistas e que são exibidas em espaços de grande movimentação no país norte-americano. "O propósito da conservação da onça-pintada tem impacto grandioso para as onças e, de maneira educativa, para as pessoas, através de cultura e informações sobre o maior felino das Américas e seu habitat", afirma o artista plástico, Petterson Silva.

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Petterson Silva e a obra Joia da Mata — Foto: Sebastian Kennerknecht A exposição acontecerá em setembro deste ano, quando a obra mato-grossense deve ser exposta no Central Park. No entanto, o artista conta que já está em Porto Jofre, no Pantanal de Mato Grosso, há duas semanas, vivendo uma imersão no bioma e pintando a obra. A estátua da onça foi enviada pela organização do evento e agora o artista faz a customização. Petterson conta que um dos organizadores do evento, Geovane Pasa, foi quem teve a ideia de levá-lo até o Pantanal para compor a obra, que já tem nome: 'Joia da Mata'. "Todos os artistas estão em São Paulo pintando dentro de um grande ateliê em um shopping e eu tive o privilégio de ser levado para o Pantanal, para expressar todo meu amor pela natureza pintando no território das onças. Tive ainda a oportunidade de poder participar de parte das pesquisas na mata, com cientistas especializados em felinos da ONG", afirma o artista. Petterson e cientistas da ONG Panthera BR — Foto: Sebastian Kennerknecht Petterson está na Fazenda Jofre Velho, em Porto Jofre, sede da ONG Panthera BR atua. A Ong é uma das entidades que irá receber recursos da receita da exposição para auxiliar nas pesquisas e monitoramento da espécie. "É marcante e incrível poder respirar no Pantanal e contemplar essa beleza toda. Isso favoreceu a composição da obra", conta. LEIA TAMBÉM:

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O artista também relata como é poder fazer parte do evento. "Somar a esse projeto lindo é muito gratificante, pois é mais uma maneira de evidenciarmos essa joia do Brasil. O Pantanal inspira e fascina as pessoas. Esse bioma merece ser protegido com urgência, a causa é nobre e importante", diz. Obra foi intitulada Joia da Mata — Foto: Sebastian Kennerknecht As obras despertam a curiosidade e reflexão do público por onde passam, alcançando milhares de pessoas. Ao final do período de exposição, as estátuas são leiloadas e 100% da receita líquida serão doados para projetos de conservação da onça-pintada, como a Panthera BR, Onçafari e SOSPantanal. A Phantera BR atua na Amazônia e especialmente em Mato Grosso, em parceria com as fazendas São Marcelo e Jofre Velho. O projeto atua há mais de 10 anos fazendo pesquisas e monitoramento sobre a conservação da espécie.

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Sobre a obra 'Joia da Mata' O artista plástico conta que a 'Joia Da Mata' é uma obra pintada com tinta óleo, normalmente usada em telas artísticas, foi pintada em uma superfície diferenciada, uma escultura de fibra de vidro. "Através dessa pintura, tenho o propósito de evidenciar a beleza e a importância da onça-pintada e seu habitat, destacando a biodiversidade do Pantanal, Amazônia e Mata Atlântica", relata. O artista está no Pantanal compondo a obra Joia da Mata — Foto: Sebastian Kennerknecht Ele explica também que pensou e representar o Brasil, a América do Sul e a América Central, destacando os biomas em que existe a onça-pintada . "As espécies que destaquei foram a arara-azul, borboleta Morpho-Azul, Guará, tucano-de-peito-amarelo, tucano-de-bico-preto, e a maior estrela da exposição: a onça", informa. O artista ressaltou através da pintura o melanismo da onça-pintada. Uma parte da obra foi pintada em tonalidade preta, no caso da onça, a coloração escura é causada por uma mutação genética, que aumenta a quantidade de melanina. Outro detalhe são as pintas e rosetas do couro do felino na obra, que foram inspiradas nas das onças do Pantanal. "Dias marcantes. Jamais vou esquecer as onças que contemplei, as araras-azuis que todos os finais de tarde pousavam no pé-de-bocaiuva ao lado do meu quarto, cenas lindas e maravilhosas", relata. A causa Onça-pintada está na lista de animais ameaçados de extinção — Foto: Marcelo Oliveira A onça-pintada é o maior felino das Américas e, originalmente, habitava desde os Estados Unidos até a Argentina. Hoje, ela está oficialmente extinta nos Estados Unidos, é muito rara no México, e já praticamente desapareceu da maior parte das regiões nordeste, sudeste e sul do Brasil. Pelo fato de estar no topo da cadeia alimentar e necessitar de grandes áreas preservadas para sobreviver, as crescentes alterações ambientais como o desmatamento, caça ilegal e poluição são as principais causas da severa diminuição da sua população. Proteger as onças significa proteger as florestas tropicais, zonas úmidas e outros ecossistemas cruciais para a sobrevivência e bem-estar de inúmeras outras espécies, incluindo os seres humanos. Primeira Edição da Jaguar Parade


A primeira edição da Jaguar Parade aconteceu em São Paulo, de outubro a novembro de 2019 e foi considerada a maior exposição de arte ao ar livre da história de São Paulo.

O artista Petterson Silva participou também desta edição. Segundo a organização do evento, aproximadamente 10 milhões de pessoas viram as onças nas ruas e parques do estado e 100 milhões de pessoas foram alcançados por cobertura da mídia.

Próxima Parada: New York City

Na primavera de 2022, as dezenas de estátuas serão exibidas em locais selecionados da cidade de Nova York, como: Sede da Organização das Nações Unidas (ONU), World Trade Center, Memorial 9/11, Zoológico do Central Park, The High Line, Aeroporto JFK , Aeroporto La Guardia, entre outros.

Onça colorida que faz parte da Jaguar Parade 2019 — Foto: Luan Almeida/Divulgação


Ao final do período da exposição, as esculturas são leiloadas e 100% da receita líquida será doada para projetos de conservação da onça-pintada.

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