85 mulheres foram mortas violentamente em 2021em MT; 50% vítimas de feminicídio


Fonte: G1

Mato Grosso registrou 85 mortes violentas de mulheres entre janeiro e dezembro de 2021, conforme levantamento divulgado pela Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp-MT), nesta terça-feira (25). Desse total, 43 (50,5%) foram vítimas de feminicídio.

Apesar do alto número de registros de violência contra a mulher, se comparado com o mesmo período de 2020, quando foi registrado 62 feminicídios, houve uma redução de 31%. Os números gerais de mortes de mulheres também apresentaram redução, com 18% a menos de mortes em comparação com 2020, quando 104 mulheres foram assassinadas no estado. Conforme os dados divulgados, dos homicídios e feminicídios cometidos no ano passado contra mulheres, 80% deles foram esclarecidos. Do total de crimes ocorridos, 66 autores foram indiciados e 24 dos casos seguem em investigação. O levantamento faz parte de um estudo realizado desde 2020 pela Gerência de Inteligência Estratégica, da Diretoria de Inteligência da Polícia Civil. Locais onde ocorreram os crimes A Polícia Civil informou que os 42 crimes de feminicídio investigados pela Polícia Civil no ano passado foram registrados em 26 cidades de Mato Grosso. Cinco deles ocorreram em Cuiabá e dois em Várzea Grande. No interior, os municípios com mais registros foram Lucas do Rio Verde, Sinop, Sorriso e Rondonópolis.

Sete ocorreram em agosto, mês com maior número de registros. Se considerar o dia da semana nas ocorrências registradas ao longo do ano, domingo foi o dia com mais mortes e o período de 18h às 23h apresentou predominância nas ocorrências.

O estudo aponta ainda que 57% dos crimes ocorreram nas casas das vítimas e em 32% dos casos, a motivação foi a violência doméstica. Já o principal meio empregado pelos autores nos crimes foi a arma branca, em 40% das mortes de mulheres.

De acordo com a polícia, nos anos anteriores a arma de fogo foi o principal instrumento utilizado nos homicídios de vítimas femininas.

“O emprego desse tipo de arma chama a atenção no levantamento, em função de ser um tipo de objeto presente em todos os lares, além dos reflexos relacionados também à pandemia, em que o isolamento social foi necessário, com as vítimas ficando mais tempo no ambiente doméstico”, diz.

Casos de repercussão

Entre os casos de feminicídio que tiveram repercussão no estado está a morte da técnica em enfermagem, Franciele Robert da Silva, de 33 anos, no início de dezembro, em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá. Ela foi morta pelo ex-marido que invadiu a casa onde ela morava, após entrar em luta corporal com o pai dela, de 67 anos, para forçar a entrada no local. O idoso também morreu após um dia internado no hospital devido aos ferimentos.

A vítima tentava se esconder em um quarto da casa, junto com a filha de 12 anos, no entanto, o ex arrombou a porta e desferiu diversos golpes contra ela até a morte.

Casos de repercussão

Entre os casos de feminicídio que tiveram repercussão no estado está a morte da técnica em enfermagem, Franciele Robert da Silva, de 33 anos, no início de dezembro, em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá. Ela foi morta pelo ex-marido que invadiu a casa onde ela morava, após entrar em luta corporal com o pai dela, de 67 anos, para forçar a entrada no local. O idoso também morreu após um dia internado no hospital devido aos ferimentos.

A vítima tentava se esconder em um quarto da casa, junto com a filha de 12 anos, no entanto, o ex arrombou a porta e desferiu diversos golpes contra ela até a morte.

Adriana Pereira Gomes, de 46 anos, também foi vítima de feminicídio. Ela foi morta em agosto do ano passado, com tiros nas costas. O marido dela foi preso em flagrante. Na casa deles, uma propriedade rural a 42 quilômetros de Brasnorte, policiais apreenderam três armas de fogo e várias munições.

A Delegacia de Polícia de Brasnorte foi acionada pelo hospital da cidade, na madrugada do dia 15 de agosto, sobre uma mulher que deu entrada no local com uma perfuração de arma de fogo. Ela foi levada pelo próprio marido, que disse que ambos estavam voltando de uma festa, quando Adriana se queixou de dores no abdômen.

No hospital, os investigadores questionaram o marido da vítima sobre o ocorrido, que contou que teria feito um disparo, contudo, alegou que foi acidental, pois era apenas para assustar a mulher. Ele disse que inventou a história de que a vítima estava com dores no abdômen, para tentar despistar.

Ajuda

Medida Protetiva online – Pode ser solicitada pelo site. Clique em “Solicitar Medida Protetiva” e depois em “Iniciar Pedido de Medida Protetiva”.

SOS Mulher – Botão do Pânico – Aplicativo que deve ser instalado no celular e poderá ser utilizado para mulheres com medidas protetivas determinadas judicialmente e que morem em em Cuiabá, Várzea Grande, Cáceres e Rondonópolis, cidades com unidades do Ciosp instaladas.

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